"..Tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha.."
".. Escrevo porque tenho essa sensação de que se eu não der à minha intuição um formato ela pode acabar virando uma loucura e eu ainda não estou pronta para a enorme liberdade que enlouquecer representa.."
terça-feira, 16 de outubro de 2012
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